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Por que jovens e crianças são pouco infectados pelo coronavírus?

fevereiro 19, 2020

Segundo estudo recente publicado pelo Journal of the American Medical Association, metade dos indivíduos infectados pelo coronavírus são adultos entre 40 e 59 anos. Além disso, Apenas 10% dos pacientes têm menos de 40 anos de idade.

Três teorias estão sendo debatidas pelos cientistas para tentar explicar essa conjuntura: a imunidade mais forte das crianças, o coincidente período de férias escolar na China e a possibilidade do coronavírus ter sintomas mais graves em adultos – como ocorre com a catapora, por exemplo.

Se analizarmos as três teorias, todas fazem algum sentido ao tentar explicar a relação que o coronavírus mostrou ter com a faixa etária. Entretanto, é importante a análise minuciosa de cada hipótese, característica e evolução.

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Imunidade mais forte: especialistas explicam que as crianças tendem a ter um sistema imunológico mais preparado para se defender de qualquer tipo de vírus. Um dos fatos que explicam o porquê da diferença no sistema imunolígico, é o maior contato com microorganismos que as crianças têm, muitas vezes por brincarem em ambientes mal higienizados,  por exemplo, o que acaba contribuindo na construção de uma barreira protetora pelo organismo. Então elas podem ter o contato com o vírus, mas não desenvolver sintomas como febre e tosse, além de não adquirirem pneumonia e outras doenças respiratórias comuns em indivíduos com imunidade baixa.

Período escolar: o número de infectados pelo vírus já passou de 74 mil na China. Além disso, há mais de 2 mil mortes apenas no país asiático. Entretanto, a China está com as escolas fechadas pelas celebrações de Ano Novo, o que pode explicar o porquê das crianças chinesas  estarem sendo menos atingidas pelo vírus. Segundo McDermott, da University College de Londres: "Adultos tendem a agir como cuidadores, e protegem as crianças ou as mandam para fora de casa se alguém ali dentro estiver infectado.”. Esse menor contato que teoricamente elas estão tendo com o vírus poderia explicar a conjuntura da baixa infecção nas crianças.

Gravidade do vírus: a última teoria relaciona a menor detecção em crianças não com o sistema imunológico, mas com as características do vírus. A hipótese neste caso seria de que a doença é mais uma das que têm efeitos mais severos em adultos do que em crianças, como a catapora. Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, relatou que essa hipótese é mais provável de ser verdadeira do que a relação com a imunidade. Além disso, as comorbidades epidemiológicamente conhecidas como frequentes em adultos (diabetes, colesterol, hepatites, problemas cardiovasculares e pulmonares) também contribuem para a gravidade dos efeitos causados pelo coronavírus.

De qualquer forma, mesmo sem muitos casos de crianças e jovens sendo infectados pelo vírus, é importante a prevenção e o cuidado com esses indivíduos. Afinal, até não se ter certeza dos reais motivos desse comportamento epidemiológico, os números podem alterar a qualquer momento, transformando as crianças e jovens em fortes alvos do vírus, por exemplo. Então, é importante que sigamos intensamente com as pesquisas sobre o coronavírus para se descobrir uma vacina efetiva o mais rápido possível.

 

Fonte: BBC, G1 e Journal of the American Medical Association

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